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A simplicidade de um imortal

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Não é à toa que Ernest Hemingway, escritor norte-americano, conquistou o Nobel de Literatura em 1954. Logo nas primeiras páginas de “O Velho e o Mar”, fica claro se tratar de uma verdadeira obra-prima.

Foi depois de muita insistência que resolvi ler Hemingway. Em minhas aulas de jornalismo, e mesmo indicado por amigos, o nome me soava familiar, mas nunca realmente havia me interessado em percorrer suas páginas.

Foi a solidão que me levou a buscar o autor. E por estar vivenciando um momento muito parecido com o do velho pescador Santiago, personagem principal do livro, que me identifiquei tanto com as suas palavras. “É tolice não ter esperança, pensou. Além do que, suponho que é pecado”, afirma o velho durante sua luta pessoal com o mar, onde mostra que o mais importante não é o resultado final, mas sim não desistir. É preciso lutar com bravura, aceitar o fardo dado a cada um e carregá-lo até onde as forças permitirem.

A simplicidade com que o autor escreve e a profundidade de suas metáforas são um deleite à parte. Apesar de curto, um livro para ser devorado de uma vez só, traz lições e pensamentos tão densos quanto o próprio mar que o personagem atravessa.

Com todas as injustiças que nos cercam, a história do velho Santiago é tão real nos nossos dias que essa deveria ser uma leitura obrigatória para a formação humana. A luta de classes, o respeito aos mais velhos, a queda de braço entre o homem e a natureza, tudo está presente neste livro, que em poucas páginas conseguiu, com toda a justiça, fazer de Hemingway um imortal.

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Categorias: 2015, Autores, Brasil, Livros | Tags: , , , , | Deixe um comentário

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