Posts Marcados Com: aniversário

Para alguém especial

Vocês devem ter estranhado que ontem não falei do aniversário do Ronaldinho (lindo) Gaúcho. Não falei porque hoje uma pessoa MUITO mais importante e presente na minha vida está de aniversário. Alguém que mesmo de longe sinto perto, mesmo de longe torce por mim, mesmo de longe consegue demonstrar todo o carinho e amor que sente por mim.

Hoje quero muito agradecer. Quero agradecer por ela ter cruzado o meu caminho, em um momento tão improvável. Agradecer pela paciência que ela tem comigo. Agradecer pelo amor que recebo de maneira tão bonita e singela, um amor que vem de forma gratuita todos os dias; seja com um elogio logo cedo ou antes de dormir; seja com uma piada que chega de mansinho para me fazer rir quando eu mais preciso; seja com uma canção cantarolada fora do tom, mas que tem um significado enorme para mim e se torna a melodia mais linda que meus ouvidos já escutaram; seja simplesmente ao ouvir você contando o seu dia, e mesmo eu não estando presente, me inserindo nele de algum jeito.

Como tão bem traduziu Fabrício Carpinejar, quero caminhar de olhos dados contigo, amor! Quero ter você sempre por perto, poder te olhar, te admirar e sentir para sempre esse orgulho que tenho de ti. Quero que sejas simplesmente quem és para sempre, pois te amo desse jeitinho.

Neste 22 de março de 2014, dia do teu aniversário, Iuri, quero te desejar só coisas boas. Que o seu dia seja maravilhoso, rodeado de pessoas que te amam, alegrias e surpresas. Que esse seja o primeiro de muitos aniversários que virão, e que em todos os próximos possamos estar juntos fisicamente também, porque em pensamento, espírito e coração, nunca nos separamos de verdade.

 

Feliz aniversário!

Te amo demais… P.S ❤

Anúncios
Categorias: Brasil, Saudade | Tags: , , , | Deixe um comentário

Meu pai, sinônimo de simplicidade e alegria

Saudade!!!

Saudade!!!

É com um nó na alma que venho falar  do meu pai. Figura muito especial na minha vida, que me deixou há 13 anos e hoje estaria fazendo aniversário.

Por essas ironias da vida, ele que sempre foi o brincalhão, o animador das festas de família, a presença que garantia as gargalhadas, completaria 69 anos. Isso é piada pronta Véio Gubino (era assim que eu o chamava). Aposto que você também está rindo aí de cima!

Brincadeiras à parte, meu pai e eu sempre fomos muito parecidos. Talvez por isso as nossas brigas. Oh gênio difícil esse nosso! Até o nosso tipo sanguíneo é o mesmo. Sempre me orgulhei disso desde o momento em que soube (acredito que por ser filha adotiva, descobrir esse laço me fez sentir ainda mais perto do meu pai).

Lembro com carinho do Véio Gubino tentando me ensinar matemática. Uma das coisas mais difíceis do mundo. Ele não tinha muita paciência para me esperar raciocinar sozinha (e demorava mesmo), então me dava a resposta logo e dizia para deixar tudo aquilo e ir com ele assistir televisão. Ordem que eu obedecia prontamente.

Lembro também do momento da noite em que ele fazia mágicas com um velho lenço. Sempre no final da mágica aparecia um chocolate. Eu nunca entendia de onde surgia, mas adorava comer, contrariando as recomendações da minha mãe.

Aliás, a gente se divertia ao contrariar ela. Meu pai nunca me bateu, a não ser em uma ou duas situações extremas – como o dia em que ele me levantou do chão pela orelha – eu mereci, admito. Mas ele sempre tentava impedir minha mãe de me bater. Quando ela me ameaçava eu corria para o colo dele, porque sabia que ali estaria segura.

Na hora de dormir, me divertia ao ouvir suas histórias. Histórias que ele inventava na hora e que eram muito mais divertidas do que qualquer história de livro. Pegava no sono muito bem acomodada em sua imensa barriga. Tão acomodada que muitas vezes fazia xixi em cima dele, coitado.

Era nos braços dele que eu me refugiava quando tinha qualquer dor. Até hoje acredito que ele tinha mãos mágicas, que curavam tudo sempre. Na verdade, penso que o amor e o carinho curam tudo sempre. E isso ele tinha de sobra!

Adorava passar minhas tardes com ele na churrascaria. Ele fazia as melhores comidas para me agradar e tudo virava uma grande brincadeira. Corríamos ao redor das mesas. Chorávamos de rir assistindo os episódios do Chaves. Cantávamos enquanto ele tocava um violão. Nos divertíamos muito juntos. Meu pai era uma criança grande. Tinha o coração puro e a alegria sapeca de uma criança.

 

Frases como:

“Ana fica quietinha, obedece o pai!”

“Meu Deus, o que vai ser dessa guria?”

Constatações como:

“Essa guria vai dar trabalho!”

“É só pagode que essa guria ouve?”

Eram proferidas por ele à exaustão, demonstrando toda a preocupação e o zelo que ele tinha comigo (confesso que o gosto musical não mudou).

 

Convivi apenas 14 anos com ele. Me entristece saber que não tive tempo nem maturidade suficiente na época para entender algumas coisas. Espero que ele esteja em paz, em algum lugar melhor e mais tranquilo. E que um dia possamos no reencontrar e rir de tudo isso.

 

Véio Gubino, te amo e sempre vou te amar! Obrigado por ter sido simplesmente “O MELHOR PAI DE TODOS OS MUNDOS!”

Categorias: Brasil | Tags: , , , , , | Deixe um comentário

O mais belo dos belos!

Mais inchada que sapo bulido!!

Mais inchada que sapo bulido!!

Essa semana o homem mais lindo do mundo, o cara responsável por me fazer querer aprender a falar francês esteve de aniversário. Quinta-feira (21), Ronaldo de Assis Moreira (Ronaldinho Lindo Gaúcho) apagou a 33ª velinha de seu bolo de aniversário.

Aproveitei a ocasião para refletir um pouco sobre essa paixão, que me acompanha desde a infância. Engraçado perceber que meu amor e admiração por esse cara não diminuiu com o passar do tempo. A torcida das pessoas (da minha mãe, inclusive) era de que essa fosse uma paixão passageira, que não perpetuaria. Ledo engano, continuo completamente apaixonada por esse cara.

Como diz Carpinejar, em um texto que li essa semana, é preciso respeitar os mitos. Segundo ele, é engraçado e bonito que a namorada mantenha uma paixão platônica da infância. Sugere cuidado com a memória e respeito com nossa porção ingênua de criança. “É tempo perdido convencer que é uma decadência, uma vergonha, que ela não tem mais credibilidade para falar dos filmes de Woody Allen. A razão não vai fazer diferença. Os debates não pousarão em lugar algum. O ídolo está guardado em um esconderijo emocional ignorado, num cativeiro amoroso sigiloso, sem acesso pelas estradas da linguagem”, sintetiza (entendeu mundo?).

Apesar de ter vivenciado muitas situações bacanas, o dia mais feliz da minha vida continua sendo aquele na qual eu vi esse cara pessoalmente. Aquele 14 de junho de 2000 está marcado para sempre na minha mente e no meu coração. Além da emoção do encontro com o Ronaldinho, essa é uma das últimas lembranças que tenho do meu pai, que faleceu pouco menos de três meses depois, em 11 de setembro do mesmo ano.

Fomos juntos nessa aventura. Vivemos juntos essa paixão. Foi meu pai, que me levando pela mão, me acompanhou nesse momento tão importante para mim. Com um sorriso estampado no rosto, conseguia perceber o quanto ele estava feliz, porque no fundo, ele sabia que aquele era um sonho para mim. Enquanto eu chorava, ele sorria. E essa emoção ambígua e contrastante tomou uma dimensão bonita e se transformou em orgulho. Enquanto minha mãe mostrava (e mostra até hoje) traços de vergonha, meu pai contava orgulhoso a história, enchendo a boca para dizer que era ele quem estava comigo naquele momento. Agradeço até hoje. Obrigado pai! Obrigado por me entender!

Desculpem-me, mas vou rememorar esse momento único da minha história. O drama começou ainda antes de sair de casa quando meu pai, com aquele jeito de brincalhão incorrigível (quem o conheceu sabe), disse que teria acontecido um imprevisto e ele não poderia mais me levar para encontrar o Ronaldinho, que estava de passagem pela cidade, para a final do Campeonato Gaúcho, em jogo contra a equipe do Caxias. Ali comecei a chorar. Imediatamente liguei para a minha mãe na escola. Depois de tirar ela de dentro da sala de aula, ela exerceu bem seu papel de mãe, me xingando por atrapalhá-la no trabalho por motivo (na cabeça dela) tão banal, mas ao mesmo tempo me acalmando e dizendo que meu pai estava apenas brincando.

Um pouco mais calma, mas ainda incapaz de segurar as lágrimas, dessa vez pela proximidade do momento de encontrar o homem da minha vida, seguimos para o Hotel Samuara, onde a delegação gremista estava hospedada. Lembro que o trajeto nunca me pareceu tão longo. Várias vezes meu pai, em tom de brincadeira, ameaçou me deixar na estrada, se eu não parasse de chorar. Eu suplicava, dizendo que simplesmente não conseguia parar, era mais forte que eu, um sentimento que não sabia explicar. E confesso que não sei até hoje, visto que ainda choro quando vejo esse cara na TV e sigo guardando recortes dele dos jornais, mantendo um verdadeiro santuário em casa.

Como diz o índio velho, estava mais inchada que sapo bulido (a fotografia acima não me deixa mentir). E são nessas condições que chego ao hotel. Empaco na porta, com medo de avançar. Não tinha nenhuma outra fã, visto que o Ronaldinho (vulgo meu menino) não era muito conhecido na época. Eram somente jornalistas, que fizeram a festa com a minha presença, já que estampei o jornal do dia seguinte com a manchete “Fã agita concentração”.

Neste momento, meu menino sai da sala de jantar e me vê. Ali, parada, chorando e soluçando como uma doida. Eu continuo imóvel, e ele abre um sorriso, daqueles que só ele é capaz, e vem em minha direção. Resolve me imitar soluçando e me dá um abraço forte que durou longos minutos. Fui ao céu e voltei nos braços do Ronaldinho.

O diálogo não avançou muito, já que a emoção não me permitia articular as palavras. Foi ele quem começou a conversa.

 

Ronaldinho: – Não chora, tu é tão linda!

Eu: – Não, tu que é lindo.

Ronaldinho: – Não, eu sou feinho! (acompanhado de uma gargalhada gostosa)

Eu: – Como vai a Dona Miguelina, está com saudades do feijão dela?

Ronaldinho: – Ela está bem sim. Morro de saudades do feijão dela. (e lá vem mais uma gargalhada).

 

No final da conversa, ainda com um cisco de voz, consigo desejar um bom jogo para ele. Já na escada que dá acesso aos quartos, o jogador teve tempo e sensibilidade para acenar para mim e me mandar um beijo. Enfim, uma jornada que imprimiu sua marca na minha vida, e que não me canso de recordar.

Amo esse cara do fundo do meu coração e desejo a ele toda a felicidade do mundo. Não importa a idade, ele vai ser para sempre o meu menino, suscitando eternamente essa emoção inexplicável dentro de mim.

 

Amo pra caralho!!!

 

PS.: desculpem se me excedi no tamanho do texto, mas a emoção ultrapassou o limite das palavras.

Categorias: Brasil | Tags: , , , , , | 1 Comentário

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: