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Para alguém especial

Vocês devem ter estranhado que ontem não falei do aniversário do Ronaldinho (lindo) Gaúcho. Não falei porque hoje uma pessoa MUITO mais importante e presente na minha vida está de aniversário. Alguém que mesmo de longe sinto perto, mesmo de longe torce por mim, mesmo de longe consegue demonstrar todo o carinho e amor que sente por mim.

Hoje quero muito agradecer. Quero agradecer por ela ter cruzado o meu caminho, em um momento tão improvável. Agradecer pela paciência que ela tem comigo. Agradecer pelo amor que recebo de maneira tão bonita e singela, um amor que vem de forma gratuita todos os dias; seja com um elogio logo cedo ou antes de dormir; seja com uma piada que chega de mansinho para me fazer rir quando eu mais preciso; seja com uma canção cantarolada fora do tom, mas que tem um significado enorme para mim e se torna a melodia mais linda que meus ouvidos já escutaram; seja simplesmente ao ouvir você contando o seu dia, e mesmo eu não estando presente, me inserindo nele de algum jeito.

Como tão bem traduziu Fabrício Carpinejar, quero caminhar de olhos dados contigo, amor! Quero ter você sempre por perto, poder te olhar, te admirar e sentir para sempre esse orgulho que tenho de ti. Quero que sejas simplesmente quem és para sempre, pois te amo desse jeitinho.

Neste 22 de março de 2014, dia do teu aniversário, Iuri, quero te desejar só coisas boas. Que o seu dia seja maravilhoso, rodeado de pessoas que te amam, alegrias e surpresas. Que esse seja o primeiro de muitos aniversários que virão, e que em todos os próximos possamos estar juntos fisicamente também, porque em pensamento, espírito e coração, nunca nos separamos de verdade.

 

Feliz aniversário!

Te amo demais… P.S ❤

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Revirando o meu baú de memórias

Confesso que sempre nutri uma pontinha de inveja de crianças que tinham como pais grandes escritores e pensadores. Crianças que cresceram com pais que liam muito, que tinham bibliotecas com milhares de livros sempre ao alcance das mãos. Na minha fantasia, mesmo depois de grande, muitas vezes me imaginei filha de meus escritores favoritos (eles não tem as melhores reputações do mundo, eu sei), como Nelson Rodrigues, Sade, Bukowski, Baudelaire, Nietzsche, Kafka, Hemingway, entre outros tantos.

Felizmente, com o passar do tempo, descobri que meu pai, com toda a sua simplicidade, era um livro vivo. Mesmo sem ter concluído o ensino fundamental, e jamais ter escrito, ou publicado nada, devo a ele meu mergulho inicial no mundo da fantasia. Ele era o que se pode chamar de um verdadeiro contador de histórias, e dos bons. Ele me fazia dormir. Dormir não, pois eu não dormia, eu embarcava com ele nas mais diversas narrativas.

Lembro até hoje com carinho do personagem Zepinho, que na verdade era ele mesmo, e suas peripécias na colônia. Me divertia com histórias em que Zepinho se metia em inúmeras confusões, como na vez em que enterrou um galo vivo para se livrar das obrigações diárias na pequena propriedade rural em que vivia. Claro que seus contos sempre apresentavam um senso moral, sutilmente dizendo por qual caminho eu deveria seguir.

O mais fantástico é que meu pai conseguia narrar as histórias de forma linear, quase como uma novela. Apesar do seu pouco conhecimento acadêmico, era um contista nato. Eu esperava ansiosamente cada noite chegar para ir com ele para a cama, deitar sobre sua imensa barriga, que sempre foi o melhor lugar do mundo para me aconchegar, e começar a viajar. Essa é uma das memórias mais bonitas que guardo comigo do meu velho pai. Eram momentos só nossos que eu nunca vou esquecer.

Depois disso ainda ia para o meu quarto, onde minha mãe lia histórias de livros para mim. Assim eu cresci, rodeada de amor, livros e histórias. Ninguém ia dormir sem contar ou ouvir uma fábula. E foram essas histórias que embalaram meus sonhos. Não, eu não poderia desejar uma infância melhor.

Tempos felizes que guardo no coração. Meus pais não eram escritores famosos, grandes poetas ou literatos, mas eles me fizeram crer que é sempre possível escrever e contar uma nova história. Mudar as tintas e matizes para vivenciar um novo final. Tem legado mais singelo e verdadeiro que esse? Obrigado pai, obrigado mãe. Vocês foram muito mais do que eu merecia e tudo o que eu precisava!

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Mãe, obrigado por tudo!

Minha mãe, a melhor de TODOS os mundos!

Minha mãe, a melhor de TODOS os mundos!

Com a proximidade do Dia das Mães o assunto não poderia ser outro. Falo da minha mãe, aquela que exerce o papel de mãe e pai. Não, não foi ela quem me carregou na barriga por nove meses. Eu nasci do coração dela, como ela gosta de repetir desde a infância, e eu não me canso de escutar. Ela sempre conta que quando me segurou nos braços pela primeira vez, teve a melhor sensação do mundo. Imediatamente meu choro cessou e um sorriso brotou na minha face. Tenho certeza de que nesse momento, nos reconhecemos como mãe e filha. E a partir daí, criamos um laço de amor invisível muito mais forte do que qualquer cordão umbilical ou código genético.

Mãe, impossível explicar com palavras o que você representa para mim. Mais do que uma mãe, uma irmã, uma amiga, uma confidente, um anjo da guarda. É para os teus braços que ainda hoje corro quando algum problema me aflige. São as tuas palavras que me acalmam em um momento de conflito. São os teus carinhos que me afagam nas horas de desespero. É para o teu colo que eu retorno sempre que preciso de força. É na tua gargalhada que flutuo para recarregar as minhas energias. É o teu abraço que me conforta para seguir adiante. É na tua face que me espelho, mirando o futuro.

É mãe, já enfrentamos duras batalhas, golpes pesados da vida. Sem a tua companhia não teria chegado até aqui. Sem a gestação do teu coração, nem mesmo estaria aqui. Gosto de pensar que somos almas gêmeas. Temos uma sintonia tão sensível e pura que nada é capaz de explicar ou de quebrar. Somos duas metades de um mesmo ser que a vida separou por puro capricho, mas que o destino decidiu juntar novamente para nunca mais afastar.

Você é o que eu tenho de mais caro, de mais precioso. Não consigo imaginar uma vida sem escutar a tua voz, sem sentir o teu cheiro, sem o teu carinho, as tuas broncas e gargalhadas. Não existiria castigo maior do que viver sem a tua presença constante, sem a tua alegria contagiante, sem o teu pique embriagador.

Esse é o primeiro Dia das Mães que passo longe daquela que me gerou no coração. Aquela que me amou antes mesmo de me conhecer, e aquela que eu amo sem medida. Aquela que superou qualquer tipo de preconceito e de desaprovação para seguir o que o instinto mandava, o instinto mais humano e singelo, o de ser mãe. A mulher mais forte e corajosa que eu conheço. É a primeira vez que passo esse dia sem poder abraçar a minha SPOLI, o meu pinguinho de vida, a pessoa mais importante de “todos” os mundos.

Só quero dizer que TE AMO muito. Sinta-se abraçada, beijada e acarinhada. Espero que consiga sentir todo o meu amor, mesmo que a quilômetros de distância.

PS.: Escolhi essa música para embalar esse post, pq ela traz lembranças ternas da minha mãe e meu pai, e da minha infância…

http://www.youtube.com/watch?v=_HlVtGuIpiE

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Meu pai, sinônimo de simplicidade e alegria

Saudade!!!

Saudade!!!

É com um nó na alma que venho falar  do meu pai. Figura muito especial na minha vida, que me deixou há 13 anos e hoje estaria fazendo aniversário.

Por essas ironias da vida, ele que sempre foi o brincalhão, o animador das festas de família, a presença que garantia as gargalhadas, completaria 69 anos. Isso é piada pronta Véio Gubino (era assim que eu o chamava). Aposto que você também está rindo aí de cima!

Brincadeiras à parte, meu pai e eu sempre fomos muito parecidos. Talvez por isso as nossas brigas. Oh gênio difícil esse nosso! Até o nosso tipo sanguíneo é o mesmo. Sempre me orgulhei disso desde o momento em que soube (acredito que por ser filha adotiva, descobrir esse laço me fez sentir ainda mais perto do meu pai).

Lembro com carinho do Véio Gubino tentando me ensinar matemática. Uma das coisas mais difíceis do mundo. Ele não tinha muita paciência para me esperar raciocinar sozinha (e demorava mesmo), então me dava a resposta logo e dizia para deixar tudo aquilo e ir com ele assistir televisão. Ordem que eu obedecia prontamente.

Lembro também do momento da noite em que ele fazia mágicas com um velho lenço. Sempre no final da mágica aparecia um chocolate. Eu nunca entendia de onde surgia, mas adorava comer, contrariando as recomendações da minha mãe.

Aliás, a gente se divertia ao contrariar ela. Meu pai nunca me bateu, a não ser em uma ou duas situações extremas – como o dia em que ele me levantou do chão pela orelha – eu mereci, admito. Mas ele sempre tentava impedir minha mãe de me bater. Quando ela me ameaçava eu corria para o colo dele, porque sabia que ali estaria segura.

Na hora de dormir, me divertia ao ouvir suas histórias. Histórias que ele inventava na hora e que eram muito mais divertidas do que qualquer história de livro. Pegava no sono muito bem acomodada em sua imensa barriga. Tão acomodada que muitas vezes fazia xixi em cima dele, coitado.

Era nos braços dele que eu me refugiava quando tinha qualquer dor. Até hoje acredito que ele tinha mãos mágicas, que curavam tudo sempre. Na verdade, penso que o amor e o carinho curam tudo sempre. E isso ele tinha de sobra!

Adorava passar minhas tardes com ele na churrascaria. Ele fazia as melhores comidas para me agradar e tudo virava uma grande brincadeira. Corríamos ao redor das mesas. Chorávamos de rir assistindo os episódios do Chaves. Cantávamos enquanto ele tocava um violão. Nos divertíamos muito juntos. Meu pai era uma criança grande. Tinha o coração puro e a alegria sapeca de uma criança.

 

Frases como:

“Ana fica quietinha, obedece o pai!”

“Meu Deus, o que vai ser dessa guria?”

Constatações como:

“Essa guria vai dar trabalho!”

“É só pagode que essa guria ouve?”

Eram proferidas por ele à exaustão, demonstrando toda a preocupação e o zelo que ele tinha comigo (confesso que o gosto musical não mudou).

 

Convivi apenas 14 anos com ele. Me entristece saber que não tive tempo nem maturidade suficiente na época para entender algumas coisas. Espero que ele esteja em paz, em algum lugar melhor e mais tranquilo. E que um dia possamos no reencontrar e rir de tudo isso.

 

Véio Gubino, te amo e sempre vou te amar! Obrigado por ter sido simplesmente “O MELHOR PAI DE TODOS OS MUNDOS!”

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